terça-feira, 2 de julho de 2013

PRESENTE


Um navio apitou em minha porta
lembrei do escuro mar
no escuro da noite sem lua
da onda crescendo se agigantando
o navio devagar virando
nada ao redor
nado... nada!

desço meus pés nunca alcançam o fundo
que de tão fundo, cabem todos os meus medos
naufragados quando o sol já era poente



Rosângela Brasil Gontijo- 01/2011