quarta-feira, 13 de abril de 2011

               BULLYING


Para mim, a ação é covarde, desumana,  filha da maldade.
Trás conseqüências psicológicas graves para quem a sofreu.
É covarde porque é um grupo contra uma só pessoa. Os mais fortes contra o mais fraco.
Crianças, adolescentes, até mesmo adultos, sofrem, em todos os lugares, este tipo monstruoso de discriminação, desrespeito.
Pais não tão presentes, não percebem o sofrer do filho, talvez mais fragilizado, mais dependente, mas como todo ser humano precisa ser respeitado nas suas diferenças.
Muitas vezes ameaçado não denuncia o que acontece, por mêdo!  
Por outro lado crianças criadas como se fossem príncipes ou princesas se acham melhores que outras e abuzam. Ou a própria maldade alimentada se junta, ai começa a perseguição.
 Crianças que são perseguidas, humilhadas dentro da sociedade se tornam um deposito de lixo, que, a cada dia, aumenta, e depositam nele o pior de cada um.
Que podemos esperar de quem é tão sofrido, abusado, enjaulado, escorraçado pela sociedade?
Ou eles se trancam e não convivem, tem medo, fobia, pânico, ou esperam ter forças para vingar o que lhe fizeram. Normalmente quem não tem poder aquisitivo para fazer um tratamento psicológico, se torna um assassino em potencial.
A ferida aberta, não cicatriza, eles planejam tudo, nos mínimos detalhes. Quietos, paralisados naquele momento da agressão. A vida não continua para os surtados, pelo desrespeito, pelas maldades repetidas.
Um dia, quando menos se espera, ele se transforma num agressor monstruoso.
Sua vida já não tem mais sentido, ai ele vai se vingar em pessoas que lembram seus agressores.  Pessoas que não tem nada haver sofrem pelo que outros fizeram!
Com arma em punho, sai atirando em crianças, jovens, nas escolas, nos shoppings, em qualquer lugar onde possa fazer um grande massacre. 
Os pais se desesperam, mães enlouquecem, a sociedade revolta, sem entender tal ato!
Pessoas querem do governo proteção nas escolas, mas, se esquecem que a obrigação de educar o filho é deles.
Filhos sem respeito, que marginalizam seu semelhante, fazem brincadeiras humilhantes, desrespeitam professores, autoridades, ameaçam qualquer um, dirigem embriagados, põem fogo em pessoas dormindo nos bancos das praças...
Os pais acham normal, coisa própria de gente da sua idade!
Como leões defendem seus filhos, não corrigindo, encoraja-os a serem ainda mais marginais.
Não percebem que dentro de sua casa também é criado um monstro, responsável pela morte da sanidade, do equilíbrio de um ser. Também um assassino! 
Existem muitos tipos de morte. Uma é aquela que é fatal, a outra é no dia a dia, devagar, torturando! Até que a pessoa se transforma, talvez num assassino de outros ou um suicida. 
Para que tanta violência acabe, a responsabilidade de colocar limites, começa em casa.
Não podemos colocar todo o peso na polícia, na escola, no governo.
Também nós somos responsáveis!
A pergunta não é "porque ele fez?"
Deveria ser “o que o levou a fazer?”


Rosa Negra- rosabgontijo-10/04/2011